O advento da internet aumentou consideravelmente o volume de dados disponíveis para quem trabalha com marketing. Como consequência, alterou de forma drástica a maneira como as marcas planejam suas ações. Atualmente, vivemos a era dos dados. Aquilo que conseguimos coletar, armazenar e interpretar sobre o comportamento das pessoas pode mudar por completo o rumo de qualquer campanha. Portanto, saber trabalhar com as informações disponíveis deixou de ser um diferencial e virou pré-requisito.
Com quase 20 anos de experiência em Live Marketing, a Mídias Inovadoras testemunhou essa transformação desde o começo. Por exemplo, de planilhas manuais de coleta de contatos a dashboards em tempo real integrados a cada ativação física.
Mas é importante deixar claro: analytics não é novidade. De fato, a disciplina existe desde que o mundo digital começou a se expandir. O que vem mudando é a forma como essas bases chegam aos profissionais. Além disso, mudam também a velocidade com que são atualizadas e, principalmente, o que os times fazem com elas. De acordo com a McKinsey, empresas que tomam decisões orientadas por dados aumentam em até 23% a performance de suas campanhas de marketing em comparação com concorrentes que dependem apenas de intuição.
Como as redes sociais influenciaram a mudança
Por que os dados se tornaram tão importantes? Porque alimentam todo o ecossistema digital. Por exemplo, a inteligência artificial não funcionaria sem grandes volumes de informação estruturada para aprender padrões. Em outras palavras, os dados são, literalmente, a inteligência por trás de uma marca. A partir deles, compreendemos o que funciona, o que precisa de ajuste e o que deve ser abandonado. Segundo a Harvard Business Review, nenhuma estratégia de IA sobrevive sem uma arquitetura de informação consistente. Ou seja, sem dados limpos, organizados e acessíveis.
Sem dúvida, as redes sociais intensificaram essa transformação. Cada curtida, comentário, clique e compartilhamento virou um ponto de dado coletável. De acordo com a Sprout Social, 76% dos consumidores esperam que as marcas usem dados de interação para oferecer experiências mais relevantes. Além disso, 58% afirmam que param de seguir marcas que enviam conteúdo genérico. Portanto, essa pressão empurrou o marketing para um modelo em que segmentar, personalizar e medir são etapas inseparáveis de qualquer planejamento.
A era dos dados aplicada ao Live Marketing
A era dos dados influencia todos os setores. Sobretudo, o marketing é, talvez, o mais afetado. As informações ficaram mais nítidas. Além disso, ganhamos eficiência ao amplificá-las para segmentos específicos.
No universo do Live Marketing — especialidade da Mídias Inovadoras — isso significa que cada ativação pode (e deve) gerar dados para alimentar as próximas ações. Por exemplo, um totem interativo, uma cabine fotográfica como o 360 Infinity Mirror, uma Foto Projeção Instagram ou uma estação Insta Print podem registrar hashtags, tempo de permanência, fluxo de participantes e perfis engajados. Sobretudo, tudo isso sem interferir na experiência do público.
Vale destacar que o segredo para que o marketing trabalhe bem com dados é entender comportamentos. Com essa base, é possível planejar soluções realmente centradas no cliente. Em seguida, dá para medir o impacto de cada ponto de contato. De acordo com a Forbes, 89% dos profissionais de marketing de alto desempenho consideram os dados um dos seus cinco ativos mais valiosos. Em outras palavras, acima até de orçamento publicitário.
Personalização e privacidade: o novo equilíbrio
Atualmente, as ações personalizadas nunca estiveram tão em alta. Não aproveitar a era dos dados seria um erro estratégico. Porém, há um contrapeso: o consumidor de hoje também é mais consciente sobre privacidade. A Deloitte Global Marketing Trends aponta que 73% das pessoas exigem transparência sobre como seus dados são usados. Marcas que não comunicam isso perdem confiança rapidamente. Por isso, a regra de ouro é simples: use dados para melhorar a experiência do público, não para invadir sua privacidade.
No marketing experiencial, essa lógica ganha contornos práticos. Por exemplo, ativações como Selfie Realidade Aumentada, Vídeo Slow Motion 360, Light Painting e Light Painting Cabine já incorporam sistemas que coletam apenas dados consentidos. Ou seja, hashtags do evento, participação voluntária e compartilhamento opt-in. De acordo com a HubSpot State of Marketing, 82% dos consumidores se sentem confortáveis em compartilhar dados quando recebem algo de valor real em troca. Sem dúvida, uma experiência inesquecível é exatamente isso.
Com o crescimento da expectativa dos consumidores, é essencial que as ações de marketing sejam informadas por dados reais. Em outras palavras, não por achismo. Quer entender como integrar captura de dados e ativação de marca no seu próximo evento? Confira nosso guia de 5 tecnologias interativas para transformar seu evento ou fale com a equipe da Mídias Inovadoras.
- McKinsey — the power of personalization e performance de campanhas
- Harvard Business Review — you can’t have AI without IA
- Sprout Social — estatísticas de expectativa do consumidor
- Forbes — data-driven marketing e alto desempenho
- Deloitte Global Marketing Trends — transparência e privacidade
- HubSpot State of Marketing — consentimento e valor percebido